Quando terminei de ver a segunda temporada de “13 Reasons Why”, cheguei a conclusão que deveria ter terminado na primeira, que não haveria mais história possível para ser feita e a segunda estragou o bom roteiro desenvolvido no início da série.

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Pois bem. Veio a terceira e eu voltei a ser atraído pela série e achei interessante a forma como foi desenvolvida, o que me prendeu nos episódios e fez eu acompanhar sem reclamar tanto como na segunda. Mas quando cheguei ao último episódio e deram um gancho para um quarta, confesso que achei que era uma série só para fazer dinheiro, sem mais roteiro.

E foi assim nos cinco primeiros episódios desta última temporada. E a partir daqui vem o aviso: SPOILER! Se ainda não assistiu, volte quando terminar!

Ver um Clay totalmente louco, confuso mentalmente e afetando a vida de todos ao redor com os surtos, achei que foi muito exagerado e tomou muitos episódios. Talvez sem tantos surtos, a série poderia ter uns seis episódios e o final não precisaria ter 1 hora e 38 minutos como teve.

Já estava meio claro que o vilão da história do Clay nesta temporada não eram os jogadores de futebol que o atormentaram nos primeiros episódios e fim, ele mesmo, como ficou provado já no final da série. Ele quem quebrou as câmeras da escola, botou fogo no carro no diretor e pichou uma mensagem sobre terem armado para o Monty.

Outro personagem que estava auto-destrutivo foi o Zach. Incrível como a consciência dele o destruiu depois da morte do Bryce e quase o leva para um caminho sem volta. Porém, nem todos desistiram dele e com isso, no final, ele pode ter tido um bom futuro.

A descoberta da homossexualidade de Alex reforça como as pessoas são complexas e julgar é um erro. Afinal, ele já foi apaixonado pela Jessica e parecia que era ela quem ele gostava, até antes desta temporada. Mas os fatos mudaram e ele encontrou uma cura para as dores internas dele.

O Winston foi um “ploft”. Ao final da terceira temporada, parecia que ele chegaria com tudo e destruiria todos na quarta, mas no final, viu que não as coisas não eram como ele pensava e pelo sentimento que ainda nutria pelo Alex (Winston se apaixona muito rápido), desistiu de toda a vingança.

Eu levei pouco mais de um mês para acompanhar esta última temporada de “13 Reasons Why”, desde que comecei a vê-la. E só foi do meio para o fim que realmente ficou interessante. Esse foco excessivo nos fantasmas internos do Clay, pareceu falta de criatividade para um roteiro bem desenvolvido.

O fato mais chocante que marcou a última temporada, foi a morte do Justin. O rapaz sofreu a série quase toda. Foi traído pelo amigo, nunca teve apoio dos pais, a mãe era viciada e quando ele consegue ter uma nova família, consegue passar em uma faculdade, o passado sombrio cobrou um preço alto e o matou.

Nem entro no mérito das críticas em cima do roteiro nessa parte, em relação a doença e sim sobre o personagem ter tido um dos fins mais tristes entre várias séries que acompanhei. Ele basicamente só sofreu e quando tinha uma luz no fim do túnel, um novo começo, ele morreu.

Aos que sobreviveram, um novo começo, cada um em um canto. Afinal, não percebi dois personagens principais que iriam para a mesma faculdade e sim para lugares distintos. A reunião e a promessa de que caso exista um problema, eles irão se ajudar, pode até dar uma brecha para uma nova série no futuro com alguns dos personagens.

O Clay perdoando novamente a Hannah, pode ter mostrado que ele finalmente vai seguir em frente e depois de tanta dor ao mesmo tempo em que mostrou tantas qualidades como amigo, pode ser um indicativo de uma nova pessoa, mais segura de si.

A mensagem final, passada pela série, sobre a importância do perdão, de nos apoiarmos mais, de julgarmos menos, de buscarmos o nosso espaço, a nossa felicidade, sem agredir aos outros, foi a parte mais bonita e real. Estamos em tempos difíceis e o amor não está em alta, só o ódio. Então ver mensagens para ter mais amor e sermos mais solidários, foi o maior acerto nessas quatro temporadas de “13 Reasons Why”.

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Lucas Iglesias é Jornalista, além de empreendedor, idealizador do grupo Anormal Produções e um dos idealizadores da agência de consultoria e marketing digital, Identimídia e do portal de notícias Holofote Digital.

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